
O analista de sistemas, Diego Corrêa
(foto: arquivo pessoal)
Oferecer uma boa internet wi-fi para seus hóspedes pode ser uma ótima maneira de deixá-los satisfeitos. No entanto, oferecer um serviço problemático ou de baixa qualidade pode gerar frustração e ter um efeito negativo na percepção da experiência do hóspede no seu hotel. Eles também não toleram lentidão ou dificuldade no uso do serviço de internet, ainda que seja gratuito.
Com a chegada de novos serviços, como: streaming de músicas e vídeo, jogos online, redes sociais e sincronização de documentos na nuvem, os dispositivos móveis como tablets e smartphones estão consumindo cada vez mais dados. Segundo um estudo da Cisco Networks, somente no ano de 2012 o tráfego de dados através de dispositivos móveis em escala global aumentou 70% em relação ao ano de 2011. A previsão é que até o final de 2013 o número de dispositivos móveis conectados irá exceder o número de pessoas na Terra, ainda, até 2017, haverá uma média de 1,4 dispositivos móveis por pessoa.
Vários aspectos podem influenciar na qualidade do serviço de wi-fi. As antenas, por exemplo, devem ser mais potentes que as convencionais porque dispositivos móveis tem uma capacidade de captação de sinal menor que os notebooks. O número de conexões por apartamento e a posição dos equipamentos também podem influenciar muito na qualidade do sinal. Se a sua estrutura de wi-fi for antiga, é possível que usuários de tablets e smartphones não estejam tendo uma experiência satisfatória.
Então, qual é a resposta para oferecer wi-fi na melhor condição para seus hóspedes? Algumas perguntas pertinentes sobre o assunto podem lhe ajudar a chegar na melhor resposta:
– Qual seria um preço justo a ser cobrado pela internet wi-fi (a pergunta é válida mesmo para quem não cobra, já que isso faz parte do valor que você entrega ao cliente)?
– Os hóspedes da sua praça ou do seu segmento estão dispostos a pagar pela internet?
– Você pretende priorizar ou limitar a banda de acesso para os hóspedes de acordo com modelo aplicado (grátis ou pago)?
– O quanto você garante qualidade de conexão para os clientes de eventos e conferências?
– É possível implementar modelos alternativos de oferecer o serviço (oferecer wi-fi grátis para clientes de fidelidade ou que comprarem diretamente no seu site)?
– Qual o link de internet ideal para o tamanho do hotel?
– O fato de você não cobrar pelo serviço de internet pode comprometer os investimentos necessários para garantir a qualidade?
Em modelos de wi-fi grátis com velocidade limitada, é importante tomar cuidado para não oferecer uma conexão muito lenta, pode ocorrer que a grande maioria dos hóspedes não tenham uma experiência satisfatória de conexão. Nos casos onde a internet é cobrada, se o sinal wi-fi não for suficientemente bom para atendê-lo, o cliente pode sentir que não foi entregado o que ele contratou. Estes tipos de casos deixam os clientes extremamente frustrados e prejudicam a imagem do hotel.
Sendo assim, ao oferecer internet, qual é a melhor escolha: grátis, paga ou ambos os modelos? Desde que o cliente esteja sendo bem atendido e pagando um preço justo qualquer opção pode ser viável. Algumas vezes, grátis pode não ser o melhor para você, nem para seu cliente.
* Diego Corrêa é coordenador de marketing da HSystem Tecnologia. Formado em Análise de Sistemas, especializou-se em mercados online e sistemas para internet. Atualmente estuda como a tecnologia e os novos canais de mídia social influenciam negócios, marketing, cultura e o ramo hoteleiro.
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