
Roberto Rotter, presidente do Fohb
(foto: arquivo HN)
Roberto Rotter, presidente do Fohb (Fórum de Operadores Hoteleiros), falou ao Hôtelier News sobre a necessidade das entidades hoteleiras se unirem sob uma única associação. “Precisamos ganhar força junto aos orgãos governamentais, com o intuito de auxiliarmos na regularização do setor. O interesse é nosso e as iniciativas precisam partir de nós”, diz o executivo.
“É mais fácil e ágil que uma só entidade marque presença, o diálogo fica mais rápido. As atuais associações já tem um perfil do que representam, a ABIH (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis) conta em seu quadro de associados os hotéis independentes e a Resorts Brasil (Associação Brasileira dos Resorts), como já diz o próprio nome representa a classe dos resorts, e nós representamos as redes hoteleiras. Nossa sugestão é criar um conselho com as diretorias específicas para que sejam representadas por seu presidente. Juntos, representamos uma excelente percentagem do PIB brasileiro, será que não temos valor e representatividade na economia?”, questiona.
Somente o Fohb, entidade criada em 2002 e que reúne as principais redes nacionais e internacionais no País, movimentou, em 2012 cerca de R$ 4.4 bilhões em diárias comercializadas e gerou mais de 150 mil empregos.
Rotter salienta que a falta de informação e critérios dos orgãos governamentais ligadas ao setor de Turismo, podem ir contra ao desenvolvimento do setor. “Nós somos especialistas no setor e temos o dever em auxiliar o Ministério do Turismo, por exemplo, a criar regras e leis que beneficiem a todos e não somente a um determinada situação”, explica Rotter.
Um das necessidades citadas é falta de leis trabalhistas que facilitem a operação em períodos sazonais ou em grandes eventos. “Nos Estados Unidos ou em outros países da Europa é possível, por exemplo, contratar uma arrumadeira para trabalhar em um único dia; ou ainda, poder aumentar a quantidade, dentro de um limite pré estabelecido, de apartamentos a serem limpos por elas”, exemplifica.
“Não queremos de forma alguma obter regalias ou vantagens que desequilibrem a economia ou a arrecadação de impostos, queremos apenas ter condições básicas e favoráveis às nossas operações, visando o bem-estar de nossos colaboradores e anseios dos investidores”, comenta.
Outra questão que está sendo discutida nos últimos meses é o aumento dito abusivo pelo MTur das tarifas em algumas capitais. “Estamos sendo criticados fortemente em detrimento de que em algumas praças as tarifas estão abusivas. Os orgãos têm o dever em analisar com cuidado antes de tomar medidas ou simplesmente comentar contra o nosso patrimônio. Todos sabem que que quem faz o preço das diárias subirem é a própria demanda”, finaliza.
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